Deus me livre de ir para o céu.

Eu morro de medo de ir para o céu. Já pensou, você passa a vida inteira em retidão, abre mão de várias coisas, passa por tentações, provações, foge de prazeres carnais, vai a igreja, sofre preconceito por ser “crente” e no final de sua dura vida e cheia de restrições que levou você chega ao tão almejado céu e…O “CÉU É UMA MERDA. Eu falo por mim, Deus me livre ir para o céu, morro de medo que isso aconteça, pois até agora nenhum céu me pareceu muito legal principalmente quando no caso você passará nada mais, nada menos que toda eternidade.

1 – “Céu” católico.

Bem, você viverá ao lado de vários anjinhos de toga branca tocando arpa o dia todo sentados nas nuvens “será que da para morrer novamente de tédio?”.

2 – “Céu” espirita.

Você vai morrer e parar no filme Nosso Lar “esse é um dos que tenho mais medo” até você reencarnar e “zerar” as merdas que você faz, aí você repete isso 1 bilhão de vezes.

3 – “Céu” Islamismo.

“Primeiramente espero que ninguém exploda minha casa em um atentado a bomba por falar algo que não gostem” você será recebido por 72 virgens “se você for gay, já era, acho que isso está mais para inferno para você, e caso seja hetero e pensa que isso é ótimo, esquece, pode tirar o cavalinho da chuva”, ok 72 virgens, mas lá não especificam se são bonitas, ou que elas farão o que você quer, ou pior, 72 virgens para você fazer voz de nenenzinho e dormir de conchinha “eu odeio dormir junto em qualquer situação, então para mim já seria um inferno” e falar que as ama a cada 1 minuto. E se você for mulher ferrou de vez, pois acho que tem grande chance de você ser uma das virgens.

4 – Ateísmo.

Bem, se você for ateu nem céu terá “mas isso não faz ser menos ruim do que acreditar que exista o céu”, pois aí no caso você morre e tudo acaba e nada acontece “tudo bem que eu não serei mais nada e nem ligarei para esse final merda, mas como telespectador da vida de alguém, porra, que final ruinzinho, em?”, então vai ser tipo aquele filme que você assiste e quando chega no final FUÉM, não tem final.

Eu não quero ir para nenhum desses céus, mas também não quero ir para o inferno de nenhuma dessas crenças, porque se o céu é assim, imagine o inferno. Se for assim quero ficar por aqui mesmo, pois pelo menos tem wifi.

PS: Escrevi esse texto mais para o lado caricato de cada crença, então, óbvio que tem muitas ideias erradas em relação as crenças.

“Esqueceram de avisar os meninos de que nós seríamos criadas para encontrar a felicidade na liberdade e o pavor na submissão?”

“O fato é: quem foi educado para nos querer? Quem é seguro o bastante para amar uma mulher que voa?”

“E não estou aqui, num discurso inflamado, culpando os homens. Não. A culpa não é exatamente deles. É da sociedade como um todo. Da criação equivocada. Da imagem que ainda é vendida da mulher. Dos pais que criam filhas para o mundo, mas querem noras que vivam em função da família.”

“No fim das contas a gente não é nada do que o inconsciente coletivo espera de uma mulher. E o melhor: nem queremos ser. Que fique claro, nós não vamos andar para trás. Então vai ser essa mentalidade que vai ter que andar para frente. Nós já nos abrimos pra ganhar o mundo. Agora é o mundo tem que se virar pra ganhar a gente de volta.”

 

Texto que elucida muito a respeito do que é a mulher, e arrisco dizer que não somente nos dias de hoje, mas como sempre foi. E isso só prova que as mulheres sim evoluíram, e os homens continuam inertes e afundados em seu mundinho machista. Esse texto e os vários exemplos que vemos por aí só prova que os homens ainda preferem uma mãe e não uma companheira, e ainda tem muito medo de mulheres assim, livres, independentes e verdadeiramente lindas e perfeitas até nas suas imperfeições.

 

http://blogs.estadao.com.br/ruth-manus/a-incrivel-geracao-de-mulheres-que-foi-criada-para-ser-tudo-o-que-um-homem-nao-quer/

Domador morto

Não a nada que aguce mais um domador do que um animal indomável.

(…) No final, ou o domador mata ou morre.

Conversa de botas batidas.

Eu disse:

– Filho, as vezes homens bons andam errado.

Conto inacabado sobre nada real.

Todas as manhãs renascemos em meio as cinzas, naquele quarto negro, cobertos pelas fuligens, sujos com nossos próprios pecados. Te vejo dormir, é tão lindo, sublime, está tão cansada por ontem a noite, gritos, punhos serrados, seu rosto afogado em lágrimas, seus pensamentos embebidos em tristezas e ódio…

Enquanto você dormia fiquei te olhando de longe, tão cansada pelos dias que passaram, tão cansada que tem que morrer todas as noites só para renascer na manhã seguinte, pois se não morresse, seu corpo não aguentaria sequer um dia no novo dia que raia…

(…) Tudo vai ficar bem, pois todas as noites morremos para renascer junto aos primeiros raios de luz.

O bom de receber o silêncio como resposta para nossas perguntas, é que indagamos e analisamos cada letra, cada palavra de nossas perguntas.

Professor Pardal.

Sempre me acho

Quando vejo que me perdi, me desconstruo para me construir novamente da maneira certa.

Quando termina de me montar sempre sobram peças que as vezes nem sei de onde era, outras importantes que não quis colocar.

Uso  peças novas em folha com velharias enferrujadas.

Mas sempre me conserto, me faço funcionar até me quebrar de novo.

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